O Livro dos Afetos
por Marilia Arnaud
"O que eu tinha, então, eram aquelas tardes vazias, a planura de um céu azul ou acinzentado acima da minha cabeça e o suave farfalhar do vento nas folhas da figueira. A quietude me dava a sensação de estar me …
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"O que eu tinha, então, eram aquelas tardes vazias, a planura de um céu azul ou acinzentado acima da minha cabeça e o suave farfalhar do vento nas folhas da figueira. A quietude me dava a sensação de estar me desintegrando, farrapos de um eu sem Arturo afundando no emaranhado das raízes. Fechava os olhos e sentia o pulsar de subterrâneas águas, o cheiro da terra, sua profunda respiração sob meu corpo. Temporariamente, sentia-me apaziguada, mas logo voltava a ruminar uma história que não me perte
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""O que eu tinha, então, eram aquelas tardes vazias, a planura de um céu azul ou acinzentado acima da minha cabeça e o suave farfalhar do vento nas folhas da …"
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